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A instrução normativa n.10 visa maior rigor sanitário nos estabelecimentos avícolas.

Mapa lança programa para gestão de risco em estabelecimentos avícolas

Programa do Ministério da Agricultura visa atenuar ainda mais a disseminação de doenças em aves e manter a qualidade sanitária nacional

O Brasil é considerado um dos países com melhor qualidade sanitária na criação de aves. Para manter essa característica fundamental na avicultura, além do Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou em abril, um programa de gestão de risco diferenciado para estabelecimentos avícolas. Por meio da instrução normativa no 10, foram listados os estabelecimentos que necessitam de maior rigor sanitário. “O principal objetivo do programa é atenuar o risco de introdução e disseminação de agentes patogênicos no plantel avícola nacional”, afirma Bruno Pessamilio, coordenador de Sanidade Avícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Inicialmente, o programa surgiu para ser aplicado em estabelecimentos avícolas comerciais não adequados aos procedimentos de registro e os estabelecimentos avícolas de postura com galpões do tipo californiano clássico ou modificado, pois foi detectado que estes lugares não cumpriam com todos os requisitos e medidas de biosseguridade previstos na lei. “Mas depois de diversos questionamentos recebidos pelo serviço veterinário oficial sobre a comercialização de aves em estabelecimentos de venda de aves vivas, bem como do envio de aves para locais com aglomerações como feiras, leilões, exposições agropecuárias, entre outros, verificou-se que esses estabelecimentos avícolas também deveriam ser alvos de um programa de vigilância epidemiológica similar ao estabelecido para os estabelecimentos não registrados”, esclarece Bruno Pessamilio.

O programa de gestão de risco diferenciado é baseado em colheitas (regulares ou aleatórias) de amostras para a realização de testes laboratoriais, pesquisa de salmonelas e na vacinação contra a doença de Newcastle e Salmonella Enteritidis, conforme cada caso. “As coletas devem ser feitas por médicos veterinários do serviço oficial ou que realizam o controle sanitário do estabelecimento avícola, sob fiscalização ou supervisão oficial. O material deve ser enviado para diagnóstico laboratorial a cada quatro meses”, orienta. No caso de diagnósticos positivos para determinados sorotipos de Salmonella spp, o laboratório deverá encaminhar os resultados imediatamente ao serviço veterinário estadual e para a Superintendência Federal da Agricultura (SFA) do estado onde está localizado o estabelecimento. “O programa poderá sofrer ajustes e evoluir conforme análise dos resultados obtidos”, avisa Bruno Pessamilio.

Fonte: Da redação

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