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O que está acontecendo no mercado do frango

É tempo de agregar valor à produção

Presidente da Ubabef acredita que o setor permanecerá estável em 2013 e deve voltar sua atenção para diversificação de produtos

Em 2012, o setor avícola enfrentou uma de suas maiores crises. O aumento do preço dos insumos fez com que muitas plantas frigoríficas fossem fechadas, e de acordo com levantamentos realizados pela União Brasileira de Avicultura (Ubabef), cerca de 10 mil trabalhadores foram demitidos. Passada a turbulência, a atenção agora está voltada para atender a demanda de mercado. “Não é esperado um forte crescimento na produção de carne de frango em 2013. O foco da avicultura agora é outro: agregar valor à sua produção”, afirma Francisco Turra, presidente da Ubabef.

Isso acontece porque, segundo Turra, existe a probabilidade de mudança de perfil no consumo.

“A expectativa é que a preferência do consumidor sofra alterações ao longo do tempo, aumentando a procura por produtos com maior valor agregado, como processados. Mas o nosso principal objetivo agora é aumentar a receita com exportações e venda para o mercado interno”, aponta.

Por enquanto, o que se espera é que a produção siga estável em todos os níveis de produção. Com a reabertura de algumas plantas frigoríficas, existe uma possibilidade de elevação em regiões do Paraná e Santa Catarina. “Com o aprendizado da crise ocorrida em 2012, é provável que todos os elos da cadeia produtiva cresçam de acordo com a demanda, evitando estoques”, avalia o presidente da Ubabef.

Entraves

Uma das grandes barreiras do setor avícola é a logística, que aumenta os custos de produção e reduz a capacidade de escoamento, tanto para o mercado interno quanto para as exportações. Mas, Turra destaca que outro problema que vem sendo enfrentado pela cadeia produtiva é a retenção de PIS/CONFINS por parte do Governo. “Os atuais mecanismos de devolução não conseguem ser operacionalizados ou são excessivamente demorados. Os créditos ficam no balanço das empresas como valores a receber, mas sem qualquer atualização monetária ou prazo de vencimento”, considera.

Para ajudar o setor, seriam necessários mais recursos governamentais para o investimento na produção de aves e ovos, como a imediata monetização dos créditos acumulados de PIS/COFINS, mediante o comprometimento do setor em aplicar 50% dos valores ressarcidos em investimento produtivo, pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica. “Pelas nossas estimativas, estes créditos somam hoje mais de R$ 3 bilhões. Com a aplicação de metade dos valores que o setor tem a receber, seria possível gerar 50 mil novos postos de trabalho”, garante Francisco Turra.

Fonte: Da redação

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