Coma Frango

Tudo sobre o mundo do frango.

É sustentável

Práticas sustentáveis para a produção do frango

Dejetos de frangos de corte podem produzir biogás

Projeto de equipamento foi apresentado na Unesp de Jaboticabal

A sustentabilidade energética é um tema de grande preocupação atual, e o setor avícola pode oferecer alternativas inovadoras. Uma tese de doutorado da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Unesp de Jaboticabal, São Paulo, apresentou um estudo para a fabricação de equipamento que produz biogás a partir de dejetos de frangos de corte (cama de frango), um protótipo de compostagem ‘in-vessel’.

Os resultados influenciam positivamente na viabilidade econômica de produções avícolas, por meio da sustentabilidade energética e ambiental da produção. Todos os equipamentos e processos utilizados não possuem precedentes, tornando-se assim inovadores para o meio científico e para o mercado nacional. Afirma o zootecnista Airon Magno Aires, especialista em energias renováveis com ênfase em biogás e autor da tese “Desenvolvimento de um sistema para o pré-processamento da cama de frangos de corte destinada à biodigestão anaeróbia e compostagem ‘in-vessel’.

Para o zootecnista, nos últimos 15 anos o consumo de energia não renovável (óleo diesel e lenha) aumentou com a tecnificação e automação da produção avícola. “Além disso, acompanhamos uma grande oscilação no valor da energia elétrica e do óleo diesel, resultado de políticas internas”, comenta. Ele explica que o diferencial do projeto é a utilização de um pré-processo para viabilizar o uso de resíduos sólidos em biodigestores tipo tubular horizontal “plug flow” e resolver alguns problemas ocasionados pela falta de equalização da carga diária. “Já na compostagem ‘in-vessel’ é a fabricação de um protótipo 100% nacional, de um reator de compostagem ‘in-vessel’ que pode ser escalonado e utilizado para o tratamento de resíduos de qualquer gênero orgânico, em três diferentes formatos (cilíndrico, container e células fixas), sem precedentes de concorrência no Brasil”, conta o zootecnista. Esse tipo de reator já é utilizado em alguns países como Alemanha, Itália, Estados Unidos e Canadá.

Esta tecnologia possui uma gama de possibilidades para utilização, revela Aires, como estações de tratamento e aproveitamento energético de resíduos, dentre eles agroindústrias (incubatórios de aves, frigoríficos, abatedouros), agropecuários (resíduos de pescado, carcaça de aves e suínos), frações orgânicas de resíduos sólidos urbanos, resíduos de restaurantes e lodos de indústrias alimentícias. “O produto gerado no processo é utilizado como adubo orgânico, para nutrição e estruturação física do solo, beneficiando a produção vegetal”, conta o zootecnista. O equipamento foi desenvolvido sob a orientação de Jorge de Lucas Junior, professor do Departamento de Engenharia Rural da Unesp, e uma unidade modelo deve ser instalada no primeiro semestre de 2013.

Fonte: Da redação

Categoria(s): , , . | Tag(s): , , , , , , .


Notícias relacionadas